Day 45: brilliant

by Cláudio Vilarinho

Casa Cláudia nº 271

 

O dia de hoje foi caracterizado por 3 momentos de trabalho.

Quanto ao primeiro, no atelier, as colaboradoras deram seguimento ao concurso.

O segundo momento, está relacionado com o vídeo promocional do atelier que julgamos em breve divulgar. Suportando a dicção de conteúdos a transmitir, as imagens aconteceram em duas das nossas obras (frisa-se nossas). Pela manhã em Penafiel, pela tarde no Porto. Em relação à obra de Penafiel, a mesma encontra-se em fase de conclusão; faltam sobretudo os arranjos exteriores, por isso, ainda não se torna pertinente “declará-la” concluída.

O terceiro momento, já ao final do dia, teve a ver com decisões de acabamentos para um projeto a decorrer. No decorrer desta reunião percebeu-se algo óbvio, isto é, existe uma clara diferença entre arquiteto e cliente. Se um cliente nos redesenha um (nosso) balcão de receção e qualifica o novo desenho como agradou imenso e brilhante, se um cliente nos “sugere” um determinado material e nos diz é para ter conhecimento, se um cliente, na existência de um problema nos refere se quiser participar, se um cliente nos mostra um recorte de catálogo empresarial/revista de decoração e nos argumenta como sendo o que sempre desejou, o que poderemos fazer? Porque estamos ali? A propósito, esta questão talvez ajude a sustentar uma posição que embora muito discutível, poderá ter a sua validade. É ou não o cliente (em contraponto ao arquiteto) que, em determinado detalhe, deverá ter a decisão final em relação à obra? Colocando-nos na posição dele, sem ironia, parece claramente que sim. Apesar desta posição, parecem mais válidas as palavras do arquiteto Eduardo Souto Moura quando refere que numa obra tanto arquiteto como cliente deveriam sentir-se confortáveis. O que nos descansa é que a maioria dos projetos/obras que passam pelo atelier são nossos também e não apenas do cliente…

This day was characterized by three moments of work.

The first one, in the studio, was about the collaborators continuing the work in the competition.

The second point is related to the studio’s promotional video which (we believe) will be released soon. Supporting the “conversation” content to broadcast, the images occurred in two of our works (attention to the word: our). Penafiel in the morning, Porto in the afternoon. Regarding the building of Penafiel, it is almost completed; still lacking mainly exterior and landscaping details, therefore, it is not yet relevant to “declare” it complete.

The third moment, already at the end of the day, had to do with decisions to finish a project in progress. During this meeting we noticed something obvious, the existence of a clear difference between architect and client. If a client himself does a redraw of a reception desk (which was previously drawn by us) and qualifies the new design as trully appreciated and brilliant; if a customer “suggests” us a material and says to us, is just so you know it; if a client, when a problem comes up, tells us if you want to participate; if a client shows us an outline of a business catalog/decoration magazine and argues that, that’s what he always wanted, what can we do? Why are we there? As we are in this subject, this question may help to sustain a position that even though is questonable, may be valid. Is it or it is not the client (as opposed to the architect) that, in particular detail, should have the final decision regarding the building? As we put ourselves in his position, without irony, it seems clearly a yes. Despite this position it seems more valid the words from the architect Eduardo Souto Moura when he says that in a project/building both the architect and the client should feel comfortable. What calms us is that most projects/buildings that pass through our studio belong also to us and not just to the client …