Day 41: time
by Carine Pimenta
O facto de cada tarefa demorar “o seu tempo”, isto é, o tempo necessário para nos considerarmos satisfeitos com o seu resultado, é um tema presente todos os dias em arquitetura.
Quer ao nível do rigor como da qualidade de uma solução, desde estudante se sente a necessidade de “perder” o tempo indispensável à concretização satisfatória de uma ideia. Por vezes, esse tempo é o dobro do que inicialmente se pensava precisar. “Se pensas demorar 2 horas, será preferível contares com 4” foi muitas vezes um conselho essencial, sendo que até o “quase (concluído)” se transforma regularmente em “muito” tempo de trabalho.
Exemplo disto poderá ser o facto de (só) hoje termos terminado o desenho da escada para o Pavilhão que “pensávamos” concluir ontem, ou o de algumas tarefas para o concurso que se queriam “fechadas” hoje terem ficado em aberto até segunda-feira.
Mas nada disto é “dramático”; pelo contrário, é parte do processo. Não é por acaso que as coisas levam o seu tempo; o resultado geralmente beneficia com isso. Até quando as ideias já estão no papel, é sempre necessário (muito) tempo para deixar tudo “afinado”. Há situações em que complicamos para voltar à mais simples das soluções, outras em que batalhamos em busca da mesma; e hoje houve tempo para ambas.
Neste caso, não estamos ainda na “luta contra o tempo” própria de um final de concurso, mas sentimos já que as próximas semanas até lá vão passar rapidamente. Entre o ritmo que os computadores e os “neurónios” nos permitem, tempo é sinónimo de dedicação.
